1. “Ele estava a tentar que fosse a bem, mas tentei persuadi-lo do contrário, lembrando-lhe da namorada.” (DN 16/5/08, p.10 – Notícia ‘Caloira…’)
2. “Lembramos, assim, mais uma vez, sobre o benefício que representa o pagamento…” (em circular recente de uma instituição linguística).
CORRECÇÃO:
1. “Ele estava a tentar que fosse a bem, mas tentei persuadi-lo do contrário, lembrando-lhe a namorada” Obs.: Se fosse “falando-lhe da namorada” estaria igualmente certo.
2. “Lembramos, assim, mais uma vez, o benefício que representa o pagamento…”
COMENTÁRIO:
Lembrar (do Lat. memorare) é verbo transitivo: ‘a namorada’ (1º caso) e ‘o benefício’ (2º caso) são, simplesmente, complementos directos.
Outra sintaxe tem a forma reflexa do verbo: lembrar-se de qualquer coisa. Lembrar sobre ou lembrar-se sobre, nunca! Lembrar de também não! Mas lembrar-se de, sim: lembrei-me disto; lembrei-me daquilo; lembrámo-nos de coisas alegres.