“As onze teses contra os inimigos do Acordo”

“As onze teses contra os inimigos do Acordo”, de Fernando dos Santos Neves (in Jornal de Letras nº 988, de 13/08/2008, p. 40), são todas elas rebatidas, podemos mesmo dizer rechaçadas, na página 39/40 do mesmo JL, pelo “Pronome no lugar certo é elitismo”, de Eugénio Lisboa, logo nas primeiras linhas do primeiro parágrafo:

“A minha opinião sobre o Acordo Ortográfico é simples e transparente: trata-se de um exercício tão monumentalmente fútil quanto dispendioso. Um formidável desperdício que nunca resolverá o problema que ostensivamente visa resolver: a ‘defesa da unidade  essencial da língua portuguesa (cito João Malaca Casteleiro e faço notar que ele não fala em ‘unidade ortográfica’ mas sim em ‘unidade essencial da língua portuguesa’). […] “É realmente extraordinário analisar, mesmo superficialmente, a futilidade dos argumentos … [etc., etc]“.

Só mais o destacado, inserto no 4º parágrafo, l. 18 da p. 40):

“[…]Tenhamos a coragem de admitir, de uma vez por todas, que há um português ortónimo – o que se fala e escreve em Portugal – e vários portugueses heterónimos (os que se falam no Brasil, em Moçambique, em Angola, etc.) que se falam e que se escrevem. Apagar esta heteronímia, tentar fingir que o português é só um, por via de uma tímida e ridícula unificação ortográfica, é querer tapar o sol com uma peneira.”

Mas o ideal seria que qualquer deparante de acaso ou adrede visitante lesse integralmente os dois textos do JL e, honestamente, dissesse, quanto mais não seja, aos seus botões, de que lado está.

E, a propósito: já assinou o Manifesto? Se não, pode rumar a: http://www.ipetitions.com/petition/manifestolingua portuguesa

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