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	<title>Tento na língua!...</title>
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	<description>Gralhas que por aí grasnam, erros que por aí grassam</description>
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		<title>Tento na língua!...</title>
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			<item>
		<title>Casamento: porque não?</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 19:59:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedromarquesdg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alia]]></category>
		<category><![CDATA[Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Natália Correia]]></category>

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		<description><![CDATA[“Homossexuais católicos contra referendo no casamento ‘gay’. Associação condena postura da Igreja” (DN 11/11/09, chamada de primeira página para PAÍS, p. 19).
 
1. Silogismo bíblico (Ou a lógica é uma batata!)
Premissa maior. Então, digam-me cá, os católicos não dizem no seu Credo ‘Creio em Deus Padre todo poderoso, criador do céu e da terra, criador [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tentolingua.wordpress.com&blog=2849154&post=429&subd=tentolingua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p><em>“Homossexuais católicos contra referendo no casamento ‘gay’. Associação condena postura da Igreja”</em> (DN 11/11/09, chamada de primeira página para PAÍS, p. 19).</p></blockquote>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>1. Silogismo bíblico (Ou a lógica é uma batata!)<br />
Premissa maior</strong>. Então, digam-me cá, os católicos não dizem no seu Credo ‘Creio em Deus Padre todo poderoso, criador do céu e da terra, criador de tudo quanto existe?” Não foi “Deus que criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança”? (Gen. 1,26).  Todos os homens e todas as mulheres, machos e fêmeas? E todos os outros – os que são, metade por metade ou em partes desiguais, machos e fêmeas, ou fêmeas e machos? Foi ou não foi Deus que os fez assim, hormonalmente, fisiologicamente e até anatomicamente? Repito a pergunta, não foi Deus que os fez todos à sua imagem e semelhança? E que fossem felizes?!</p>
<p><strong>Premissa menor</strong>. Então, já que o sexo não é só para procriar, não têm, todos eles e elas, o direito de gozarem o sexo como Deus lho deu? Ou alguém, por ser crente, terá receio de que um homossexual, uma lésbica, um hermafrodita esteja a dar, só por essa razão, uma imagem errada do Deus que assim os criou? Ou apenas o homem bem homem e a mulher bem mulher, são imagem de Deus? E os outros e as outras, são imagem de quem? Do Diabo?</p>
<p><strong>Conclusão</strong>. Logo (Ergo), o casamento dos (das) homossexuais está nos planos de Deus.</p>
<p><strong>2. Silogismo ateísta (A lógica não é uma batata!)<br />
Premissa maior</strong>. Segundo a teoria evolucionista (Darwinista…), primeiro a vida, depois as espécies vivas, vegetais ou animais, foram evoluindo naturalmente, todos na procura instintiva, compulsiva de viver o melhor possível – vegetais –, de gozar, de procriar, de pensar na medida em que foram atingindo a inteligência – micróbios, bichos, animais , humanóides e humanos. Documentários têm-nos evidenciado que nem só os humanos usam o sexo não só para procriar, mas também, compulsivamente, para gozar, ter prazer.</p>
<p><strong>Premissa menor</strong>.  O sexo não é, pois, só para procriar: é também para gozar.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Com Natália Correia, ilustra-se a menor:</p>
<p>Na sessão de 3 de Abril de 1982, em resposta à afirmação do deputado do CDS João Morgado de que &#8220;o sexo é só para fazer filhos&#8221;, a grande poetiza <strong>Natália Correia</strong> subiu à tribuna e leu o seguinte poema, escrito  num repente:</p>
<p>&#8220;Já que o coito – diz Morgado –<br />
tem como fim cristalino,<br />
preciso e imaculado,<br />
fazer menina ou menino;<br />
e cada vez que o varão<br />
sexual petisco manduca,<br />
temos na procriação<br />
prova de que houve truca-truca,<br />
sendo pai só de um rebento,<br />
lógica é a conclusão<br />
de que o viril instrumento<br />
só usou – parca porção ! -<br />
uma vez. E se a função<br />
faz o órgão – diz o ditado –<br />
consumada essa excepção,<br />
ficou capado o Morgado.”</p>
<p><strong>Conclusão</strong>. <em>Ergo</em>, cada um poderá casar-se com hétero- ou com homo-, como lhe é natural.</p>
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			<media:title type="html">Pedro Marques</media:title>
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		<item>
		<title>E agora, Senhora Ministra Alçada?</title>
		<link>http://tentolingua.wordpress.com/2009/11/26/e-agora-senhora-ministra-alcada/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 14:19:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedromarquesdg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alia]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Pior a emenda que o soneto? E como vamos classificar, agora, os seus &#8220;beijinhos&#8221;? Mas, além dos &#8220;beijinhos&#8221;, lemos, nos jornais de 19/11 que a
“Ministra manda avaliar mesmo sem objectivos. Ministério da Educação cede a sindicatos e envia ofício às escolas para que todos os professores sejam classificados, mesmo os que não entregaram objectivos individuais. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tentolingua.wordpress.com&blog=2849154&post=426&subd=tentolingua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Pior a emenda que o soneto? E como vamos classificar, agora, os seus &#8220;beijinhos&#8221;? Mas, além dos &#8220;beijinhos&#8221;, lemos, nos jornais de 19/11 que a</p>
<blockquote><p><em>“Ministra manda avaliar mesmo sem objectivos. Ministério da Educação cede a sindicatos e envia ofício às escolas para que todos os professores sejam classificados, mesmo os que não entregaram objectivos individuais. Em aberto fica a possibilidade de entrega de auto-avaliação”.</em></p></blockquote>
<p>E termina assim o corpo da notícia:</p>
<blockquote><p><em>“Esta possibilidade, reclamada por todos os sindicatos de professores vem contribuir para esvaziar ainda mais o debate das propostas da oposição que hoje vão a plenário da Assembleia da República e reclamam a suspensão do modelo em vigor”. </em>(Destacado: <em>“Escolas vão ainda receber orientações para parar processos”</em>, DN 19/11/09, p. 18).</p></blockquote>
<p>E agora, Senhora Ministra?</p>
<p>Perante o que vimos acontecer no tal debate e, sobretudo, na sua conclusão, eu acho que a Senhora Ministra, para manter a sua dignidade e a sua honra, só tem uma atitude a tomar.</p>
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			<media:title type="html">Pedro Marques</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Quantos gramas quer o senhor Crisógono?</title>
		<link>http://tentolingua.wordpress.com/2009/11/26/quantos-gramas-quer-o-senhor-crisogono/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 14:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedromarquesdg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Etimologia]]></category>
		<category><![CDATA[Gramas]]></category>

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		<description><![CDATA[Quantos gramas ou quantas gramas? Um grama ou uma grama? Ou seja, grama é palavra do género masculino ou feminino? Em português é, sem dúvida, do género masculino. Está, portanto,  correcto o título. E porquê? Porque, regra geral, as palavras terminadas em ‘a’ que nos vieram de palavras gregas terminadas em alfa, do género neutro, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tentolingua.wordpress.com&blog=2849154&post=423&subd=tentolingua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Quantos gramas ou quantas gramas? Um grama ou uma grama? Ou seja, grama é palavra do género masculino ou feminino? Em português é, sem dúvida, do género <strong>masculino</strong>. Está, portanto,  correcto o título. E porquê? Porque, regra geral, as palavras terminadas em ‘a’ que nos vieram de palavras gregas terminadas em alfa, do género neutro, tenderam, em português, para o género mascuino: grama, panorama, problema, emblema lema, dilema, enfiseuma, trema, esquema, tema, rema, etc., etc.</p>
<p>E quanto ao senhor Crisógono? Crisógono é nome próprio, também de origem grega (<em>Khrisógonos</em>) e significa &#8220;nascido do ouro&#8221;, Assim como Crisóstomo (<em>Khrysóstomos</em> = boca de ouro); Crisólogo (<em>Khrisólogos</em> = palavra de ouro). Vejam:</p>
<p><strong>Cris(o)</strong> – elemento de formação de palavras que exprime a ideia de ouro ou de amarelo-dourado.</p>
<p><strong>Crisólito</strong> – pedra preciosa da cor do ouro</p>
<p><strong>Crisóptero</strong> – que tem asas douradas</p>
<p><strong>Crisofilo &#8211; </strong>adj. Que tem folhas de ouro ou douradas (Do gr <em>khrysos</em>, ‘ouro’ +<em> phylon</em>, ‘folha’</p>
<p><strong>Crisófilo – </strong>adj. Amigo do ouro, amante do ouro (Do gr. <em>khrysos</em>, ‘ouro’ + <em>philos</em>, ‘amigo’</p>
<p><strong>Crisol</strong>. Cadinho em que se fundem metais preciosos, como, p. e.,  o ouro.</p>
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			<media:title type="html">Pedro Marques</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Corrupção, fumarada e enxota-fumos</title>
		<link>http://tentolingua.wordpress.com/2009/11/26/corrupcao-fumarada-e-enxota-fumos/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 14:12:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedromarquesdg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alia]]></category>
		<category><![CDATA[Etimologia]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>

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		<description><![CDATA[1.  Um charco lexical: nomes substantivos, adjectivos, verbos e expressões, em  campo lexical ( todos a ver com a raiz rup- ) ou campo semântico (a ver com a ideia de quebrar, violar, infringir, esfrangalhar, estilhaçar):
Corrupção &#60; corruptio-onis 
Corromper &#60; corrumpere, corrupi, corruptum (Con-+ rumpere*, diz o Torrinha )
Corrupto &#60; Corruptus-a-um 
Corrompido – adjectivo verbal, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tentolingua.wordpress.com&blog=2849154&post=412&subd=tentolingua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong>1.  Um charco lexical: nomes substantivos, adjectivos, verbos e expressões, </strong>em  campo lexical ( todos a ver com a raiz <em>rup-</em> ) ou campo semântico (a ver com a ideia de quebrar, violar, infringir, esfrangalhar, estilhaçar):</p>
<p><strong>Corrupção &lt; </strong><em>corruptio-onis</em><strong> </strong></p>
<p><strong>Corromper &lt; </strong><em>corrumpere, corrupi, corruptum (Con-+ rumpere*, </em>diz o<em> Torrinha )</em></p>
<p><strong>Corrupto &lt; </strong><em>Corruptus-a-um</em><strong> </strong></p>
<p><strong>Corrompido – </strong>adjectivo verbal, particípio passado do verbo (vernáculo) corromper</p>
<p><strong>Romper &lt;</strong> *<em>rumpere, rupi, ruptum (rup- </em>com infixo nasal, diz o <em>Torrinha</em>)= quebrar com força; romper (muitas vezes, com a ideia acessória de arrancar, rebentar);  romper, violar, infringir, anular</p>
<p><strong>Rompido </strong>( vernáculo particípio de romper)<strong> </strong></p>
<p><strong>Roto <em>(ruptu-)</em></strong> – adjectivo verbal (irregular, erudito) de romper.<strong> </strong>A título de curiosidade, aqui se transcreve, do Dic.Etimológico da Língua Portuguesa, Pedro Machado, da entrada <strong>Roto</strong>: “Adj. Do lat. <em>ruptu</em>-, p. p. do v. <em>rumpere</em> (vj. Romper). […] outro sentido * no séc. XV: nom pode fazer testamento nehuũ; e se o faz, nehuã cousa nom val; e ainda que ouvesse feito alguũ ante da dita condapnaçom em qualquer tempo, tanto que he condapnado, logo he de todo <strong><em>roto</em></strong>, e perde toda a virtude…” Ord., V, título 55, início, p. 201.”</p>
<p><strong>“Roto. </strong>Corrupto, nefando, impudico: ‘Eu certo não duvido que o Piloto, / o Mestre, o Marinheiro, o Capitão, / Usem do costumado vício <strong>roto</strong> / Com todas as que em seu poder vão’. Camões, Obras, 1, p. 467” (G. E. Port. e Bras. entrada <strong>ROTO</strong>)</p>
<p><strong>Suborno – </strong>acto ou efeito de subornar; peita; aliciamento; corrupção. (Deriv. regr. de <strong> </strong></p>
<p><strong>Subornar) – </strong>induzir ou aliciar para mau fim; corromper com promessas ou por meios venais<strong> </strong>(Do lat.<strong> </strong><em>subornare: </em>equipar; preparar secretamente; corromper<em> (falsum subornare testem = </em>subornar uma falsa testemunha [ Já naquele tempo as havia!…] ).</p>
<p><strong>Luvas</strong>: suborno.</p>
<p><strong>Por baixo da mesa: </strong>sub-repticiamente, às escondidas. Mas também se usa o  antónimo: às escâncaras<strong> .</strong></p>
<p><strong>Cunha</strong>:  “Peça de ferro ou madeira, com duas faces em ângulo bastante agudo, que serve para rachar lenha, fender pedras, etc.; […] <em>(sentido figurado</em>): recomendação; pedido, empenho […] Sua excelência a Cunha (plebeísmo: <em>Cuinha</em>). O grande agente de emprego e de ‘encomendas’: para amigos, compadres ou sócios e parceiros. <strong>/ Tráfico de influências:</strong> Se podias dar um jeitinho pra isto e pràquilo. – Ó amigo, é já! – Obrigadinho, pá. – Manda sempre, pá!</p>
<p><strong>Nepotismo: </strong>&#8220;(HISTÓRIA) posição de relevo, no campo honorífico ou administrativo, dada por alguns papas a pessoas da própria família&#8221; (Porto Editora). Como estes dicionários são discretos, de humildade cristã e reverente!: com ‘pessoas da própria família’, querem dizer ‘sobrinhos’ para não lhes chamarem ‘filhos ‘ que é o que eram. Veja-se o Torrinha: &#8220;<em>nepos, nepotis</em> – neto, sobrinho, descendente […]; dissipador, pródigo, perdulário, devasso&#8221;. Dos papas passou ao comum dos mortais.<strong> Compadrio</strong> e<strong> amiguismo </strong>situam-se na mesma área semântica</p>
<p><strong>2. </strong>E porquê todo este  charco lexical? Ainda perguntas porquê ? Então, não dá ele a ideia, o retrato deste país corrupto em que estamos metidos? Desta neblina, deste nevoeiro que envolve o país &#8211; Estado, empresariado, muitos cidadãos que até elegem gente comprovadamente corrupta e condenada? E todo esse nevoeiro pantanal, não está ele a pontos de querer tapar os olhos do país, do Zé Povinho, dos desempregados, dos pobres, dos remediados, ou mesmo alguns ricos sérios? Estará o País condenado a viver no nevoeiro do pântano, ou no pântano enterrado até às orelhas, cada vez mais mísero e mesquinho? Governado por um governo que está, há uns anos, constantemente a ser beliscado pela suspeição, pela descredibilização? Teremos nós de nos encher de resignação cristã, neste negrume, neste cheirume de gato fedorento em que nos movemos? Tudo à nossa volta exala fedor! Tudo fede!</p>
<p><strong>3.</strong> E porque é que tudo isto faz lembrar o engenheiro Cravinho? Ah! O engenheiro Cravinho lá está em Londres, bem colocado na vida. E bem calado. Ele lá sabia/sabe qualquer coisa… Ou cheira-lhe… E então? E então, nada! Deixem-no em paz e vivamos aqui mergulhados no nevoeiro e na lama. Pobre País!</p>
<p>”Meu Portugal, meu berço de inocência!” (Tomás Ribeiro).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>4.  A fumarada e os enxota-fumos </strong></p>
<p><em>Poema de Zé-Povinho</em></p>
<p><strong> </strong>Onde há fumo há fogo lá diz o povo.<br />
É o clamor do povo em toda a parte onde se fala!<br />
Os enxota-fumos<br />
Bem tentam enxotar os fumos.<br />
Mas quanto mais o fumo enxotam mais o fumo se adensa.<br />
E o Zé-Povinho pasma<br />
No meio da fumarada<br />
(escondendo o quê em chama?)<br />
O Zé-Povinho pensa.<br />
O Zé-Povinho clama<br />
Justiça que julga  não esconde:<br />
Justiça, adonde estás?<br />
Adonde?!</p>
<p><em> Pombal, 11/Nov//2009, Dia de S. Martinho<br />
Zé-Povinho</em></p>
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		<title>&#8220;As dezenas de milhar (sic) de professores&#8221;?!</title>
		<link>http://tentolingua.wordpress.com/2009/11/20/as-dezenas-de-milhar-sic-de-professores/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 11:35:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedromarquesdg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Erros]]></category>
		<category><![CDATA[Numerais]]></category>

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		<description><![CDATA[“As dezenas de milhar (sic) de professores e as centenas de conselhos executivos de escolas que cumpriram a tempo o que a lei lhes impunha não devem assistir com gosto, etc….” ( editorial do DN de 19/11/09, p. 10, &#8220;Um governo vergado aos sindicatos&#8221;.
Para que o nome numeral milhar estivesse certo, o nome substantivo conselhos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tentolingua.wordpress.com&blog=2849154&post=416&subd=tentolingua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p><em>“As dezenas de milhar </em>(sic) <em>de professores e as centenas de conselhos executivos de escolas que cumpriram a tempo o que a lei lhes impunha não devem assistir com gosto, etc….”</em> ( editorial do DN de 19/11/09, p. 10, &#8220;Um governo vergado aos sindicatos&#8221;.</p></blockquote>
<p>Para que o nome numeral <em>milhar </em>estivesse certo, o nome substantivo <em>conselhos </em>deveria estar, também, no singular. E a frase teria de ficar assim: <em>as dezenas de milhar de professores e a centena de conselhos executivos, </em>etc&#8230; Mas não. Estaria tudo errado, como está errado <em>milhar</em>. Porquanto, se ‘milhar’ é nome numeral, é flexível em número, como ‘dezena’, como ‘milhão’, como ‘vintena’, como ‘centena’, etc. Se é mais do que um(a), é plural. E todos eles, como nomes substantivais, variam em número. Então se, com ‘milhão’, eu terei de dizer/escrever ‘centenas de <strong>milhões</strong>’, como é que, com ‘milhar’, poderei escrever &#8216;centenas ou dezenas de milhar&#8217;? Nada disso! A frase correcta será, pois:</p>
<p><em>“As dezenas de <strong>milhares </strong>de professores e as centenas de conselhos executivos de escolas que cumpriram a tempo o que a lei lhes impunha não devem assistir com gosto, etc….”</em></p>
<p>A propósito, vejam-se as rubricas – deste blogue ou do livro <em>Tento na Língua! – </em>que estão fartas de &#8220;gritar&#8221; esta inaceitável e incompreensível incorrecção.</p>
<p>Pois é. Mas o que era preciso dizer aqui, também, é que esses professores seguiram uma lei que, pelos vistos, contrariava o interesse da multidão de professores que, com os sindicatos, a contestou na rua! Sem falarmos já no prejuízo que tudo isso implicou (implica) para a Escola Pública.</p>
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	</item>
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		<title>Mais parónimos: extracto/estrato</title>
		<link>http://tentolingua.wordpress.com/2009/11/18/mais-paronimos-extractoestrato/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 16:34:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedromarquesdg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Erros]]></category>
		<category><![CDATA[Parónimos]]></category>

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		<description><![CDATA[Extracto (istratu ou eistratu) /estrato (istratu). O Dicionário da Academia das Ciências (DAC) apresenta estas duas entradas com a respectiva pronúncia, entre parênteses, representada em alfabeto fonético internacional (IPA), o que equivalerá, no nosso alfabeto, a istratu – eistratu.
O prefixo ‘extra’ que nos vem do latino extra (pronun.: ecstra), em português pronuncia-se, generalizadamente, ‘eistra’, mas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tentolingua.wordpress.com&blog=2849154&post=409&subd=tentolingua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong>Extracto </strong>(<em>istratu </em>ou <em>eistratu</em>) <strong>/estrato </strong>(<em>istratu</em>). O <em>Dicionário da Academia das Ciências</em> (DAC) apresenta estas duas entradas com a respectiva pronúncia, entre parênteses, representada em alfabeto fonético internacional (IPA), o que equivalerá, no nosso alfabeto, a <em>istratu </em>– <em>eistratu</em>.</p>
<p>O prefixo ‘extra’ que nos vem do latino <em>extra </em>(pronun.: <em>ecstra</em>), em português pronuncia-se, generalizadamente, ‘eistra’, mas, admite o referido dicionário que se pronuncie também ‘istra’, pelo menos em algumas palavras, como esta – <em>extracto</em>. Não queria eu voltar aqui à polémica da pronúncia coimbrã e da pronúncia lisboeta. Mas a verdade é que, seguindo o uso de Coimbra, aprendi a dizer <em>eistraordinário</em>; outros dirão <em>istraordinário</em>. Aliás, nas palavras da mesma composição, o referido dicionário admite as duas pronúncias. E em todas as palavras com o prefixo ‘extra’, derivadas do latim ou formadas já no vernáculo português, o mesmo dicionário indica para o prefixo, além das duas já referidas, uma terceira forma de o pronunciar, com o ‘e’ aberto. Por exemplo, a palavra <em>extraconjugal </em>(pronun.: <em>eistraconjugal </em>ou <em>estraconjugal</em>) (DAC).</p>
<p>Como eu ouvi, no Jogo da Língua, pronunciar a palavra <em>extracto</em>, teríamos de admitir que há uma quarta maneira de pronunciar o prefixo que eu acho que deveria evitar-se, sem a vogal inicial, seja ‘i’, seja ‘ei’, seja ‘é’; será então: <em>xetratu </em>(Não represento em IPA, pela impossibilidade de reproduzir aqui os seus caracteres). E, pronunciado assim <em>extracto</em>, os dois parónimos do título  passariam a ser, além de parónimos, homófonos.</p>
<p>Aliás, seja pelo princípio do menor esforço, seja porque é moda, ou porque assim aprenderam (não há nada a fazer…), há falantes que pronunciam a palavra <em>excelente </em>assim: <em>xelente</em>. Mas isto já tem a ver com outro prefixo: &#8216;ex-&#8217;. Sobre este assunto, remetem-se os deparantes de acaso ou adrede visitantes para <em>Tento na Língua! – 2</em>, rubrica 151. <em>Xelente</em>, <em>xecional</em>, <em>xessivo</em>, <em>xerto </em>e outros <em>xes</em>&#8230; ou – Pobre do prefixo &#8216;ex-&#8217;! O ‘ex-’ que normalmente se pronuncia <em>eis </em>(ou <em>is </em>quando evoluiu em ‘es’, como em ‘escavar’). Assim: ex-aluno (<em>eis</em>-aluno), ex-professor (<em>eis</em>-professor), ex-qualquer-coisa (<em>eis</em>-qualquer-coisa)…</p>
<p>Quanto a <strong>estrato</strong> (do lat. <em>stratu</em>-), o caso é diferente; não há prefixo, mas a vogal protética ‘e’ que, com o ‘s’ inicial, sugere a ideia de prefixo, e se pronuncia como se fosse ‘i’, o que acontece em outras palavras em que se deu o mesmo fenómeno da prótese do ‘e’, como, p. e., escola ( do lat.<em> schola</em>).</p>
<p>Pronunciar <em>xetratu</em>, nas duas palavras do título, acho que devia ser evitado.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>A &#8220;mafia&#8221; que eu aprendi</title>
		<link>http://tentolingua.wordpress.com/2009/11/08/a-mafia-que-eu-aprendi/</link>
		<comments>http://tentolingua.wordpress.com/2009/11/08/a-mafia-que-eu-aprendi/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 13:23:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedromarquesdg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acentuação]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo Ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Etimologia]]></category>
		<category><![CDATA[mafia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Mafia ou Máfia?&#8221; (Carta ao DN, 3/11/2009, p. 11). O leitor José Correia de Almeida “opta por Mafia dizendo que o título do DN &#8216;Mafia mata em Gomorra&#8217; está correcto.”
Eu, também leitor do DN, opto por mafia, como aprendi, como sempre tenho usado. Passo a justificar.
Desde que comecei o meu processo de aprendizagem da língua [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tentolingua.wordpress.com&blog=2849154&post=396&subd=tentolingua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em>&#8220;Mafia ou Máfia?&#8221; </em>(Carta ao DN, 3/11/2009, p. 11). O leitor José Correia de Almeida <em>“opta por Mafia dizendo que o título do DN &#8216;Mafia mata em Gomorra&#8217; está correcto.”</em></p>
<p>Eu, também leitor do DN, opto por <strong>mafia</strong>, como aprendi, como sempre tenho usado. Passo a justificar.</p>
<p>Desde que comecei o meu processo de aprendizagem da língua portuguesa, ou seja, desde a barriga da minha mãe e, depois, por aí fora, em todo o meu percurso escolar, desde a primária, na década de 30 até meados da década de 50 – primária, secundário, superior e por aí fora na continuação da aprendizagem da Língua Portuguesa que foi a minha vida &#8211; de ensino/aprendizagem. objecto/objectivo que só acabará quando acabar o sujeito que sou eu – sempre aprendi a dizer/escrever <strong>mafia</strong>, assim, <strong>palavra grave</strong> sem qualquer acento gráfico. Nunca ouvi/li ninguém no meio escolar, no tempo de discente ou no tempo de docente, dizer/escrever <strong>máfia</strong>. E foi há poucos anos, acho que já depois de me ter aposentado como professor, ou pouco antes, que comecei a deparar, com alguma insistência, com a grafia e a pronúncia &#8220;Máfia&#8221;, palavra esdrúxula, com acento, pois.</p>
<p>Depois de ler esta carta no DN, lembrei-me de escrever este texto para postagem neste blogue e dei-me ao trabalho de consultar os dicionários e enciclopédias que tenho aqui à volta da minha mesa de trabalho. Passo a referir todos estes meus &#8220;colaboradores&#8221; com a respectiva &#8220;opinião&#8221;. Por ordem da idade, o que não me parece de somenos importância:</p>
<p><strong>Complementar de Augusto Moreno</strong>, 1936 – não regista.</p>
<p><strong>Grande Enciclop. Portuguesa e Brasileira</strong> (reprodução fac-similada da edição inicial anterior à reforma ortográfica de 1945) – regista<strong> </strong><em>Mafia</em><strong>, </strong>palavra grave sem acento gráfico.</p>
<p><strong>Enciclopédia VERBO, Edição Século XXI </strong>– regista<strong> </strong><em>Mafia</em>, palavra grave.</p>
<p><strong>Dicionário da Língua Portuguesa </strong>(7 volumes, Sociedade da Língua Portuguesa, coorden. de José Pedro Machado, 1958) – não regista. Assim como, do mesmo autor, o</p>
<p><strong>Dicionário </strong><strong>Etimológico da Língua Portuguesa</strong> (Livros Horizonte, 3ª edição, 1977) – não regista. Mas, ainda do mesmo autor, o</p>
<p><strong>Dicionário </strong><strong>Onomástico Etimológico </strong><strong>da Língua Portuguesa</strong><strong> – </strong>regista <em>Máfia</em>, tal como o ainda seu</p>
<p><strong>Grande Vocabulário da </strong><strong>da Língua Portuguesa</strong> (para Sociedade de Língua Portuguesa, Círculo de Leitores, 2001) – regista <em>máfia</em><strong>.</strong></p>
<p><strong>Novo </strong><strong>Dicionário </strong><strong> Compacto da Língua Portuguesa, </strong>de Morais Silva (5 volumes, Horizonte/Confluência, 8ª edição, 1994) – não regista.</p>
<p><strong>Lello Universal</strong> (2 volumes, 1973) – regista <em>Mafia</em>, palavra grave sem qualquer acento gráfico. De notar que, neste dicionário, a palavra <em>Mafia </em>é seguida de um alfa entre parênteses, preocupação indicativa da pronúncia.</p>
<p><strong> </strong><strong>Dicionário </strong><strong> </strong><strong>Prático Ilustrado Lello</strong>, edição de 1981 – regista<em> mafia</em>, palavra grave sem qualquer acento gráfico. Como estes dicionários Lello são traduzidos e adaptados dos franceses Larousse, teve decerto alguma influência a correspondente palavra usada na língua francesa e registada nesses dicionários : “<em>Mafia </em>ou <em>Maffia</em>” [sic].</p>
<p><strong>Enciclopédia Diário de Notícias/Dicionário Enciclopédico </strong>(distribuído em fascículos de 21.04.1996 a 14.09.1997) – regista <em>mafia</em>, palavra grave sem qualquer acento gráfico.</p>
<p><strong>Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, Academia das Ciências de Lisboa </strong>(Verbo, 2001) – regista <em>máfia </em>, com a indicação da pronúncia em caracteres do alfabeto fonético.</p>
<p><strong>Dicionário </strong><strong>Aurélio Século XXI</strong> – regista<strong> </strong><em>máfia</em>, palavra esdrúxula</p>
<p><strong>Dicionário </strong><strong>HOUA</strong><strong>Ï</strong><strong>SS </strong><strong>da Língua Portuguesa</strong> (Círculo de Leitores, 2002) – regista <em>máfia</em>, palavra esdrúxula.</p>
<p><strong>Dicionário da Língua Portuguesa</strong> (Porto Editora, 2003) – regista <em>máfia</em>, indicando a origem: (Do dialecto siciliano <em>mafia</em>, “bazófia”).</p>
<p><strong> </strong><strong>Petit Robert </strong>e<strong> Petit Larousse</strong> – registam: ‘<strong>mafia ou maffia</strong>’ (sic)<strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Considerações e conclusões sobre<strong> mafia / máfia:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>1. Diz o senhor José Correia de Almeida, autor da carta, que “opta por Mafia porque a palavra é grave e assim a ‘Mafia mata em Gomorra’ está correcto&#8221; (DN 30 Outubro, p. 23). E diz ainda: “A grafia Máfia (…) já por muitos é admitida&#8221; (DN, mesma edição, p.7, rodapé).  Além do DN, que também opta por <strong>mafia</strong>, o que não me surpreende, pois tenho o DN em boa consideração ortográfica e linguística, há pelo menos dois leitores que fazem a mesma opção, a saber: <strong>mafia</strong>, palavra grave.</p>
<p>2. Pelo meu testemunho &#8220;autobiográfico&#8221; (ver acima) relativo à palavra <strong>mafia/máfia</strong>, acho que podemos  concluir que a palavra entrou como neologismo/italianismo na língua portuguesa provavelmente na primeira metade, adiantada, do século XX , como <em>mafia</em>, palavra grave, sem qualquer acento gráfico.</p>
<p>3. Mas, certamente, porque de ‘mafia’ se tratava, ela entrou, muito a medo, (sabe-se lá de que ‘mafia’…), porquanto dicionários importantes da nossa língua pura e simplesmente ignoraram a palavra, que só começa a aparecer, em alguns dicionários apenas, já na segunda metade do século. Esta afirmação, além do meu testemunho pessoal, ganha muita força ao sabermos que as enciclopédias consultadas e dicionários da importância dos “LELLO” assim a registam.</p>
<p>4. Com medo ou sem medo, o neologismo foi usado entre nós, sobretudo nos meios académicos ou escolarizados, no seu registo de palavra grave, até porque, originário do dialecto siciliano, por lá devia e deverá ser usado com a pronúncia siciliana &#8220;mafia&#8221;, que nos franceses, segundo o testemunho do<em> Petit Larousse</em> e do <em>Petit Robert</em>, também por mim consultados, é &#8220;mafia ou maffia&#8221;, com a pronúncia assim indicada: [mafja].</p>
<p>5. Também o <em>Prontuário Ortográfico e guia da língua portuguesa</em><em> </em>(Notícias, 47ª edição) se terá entretanto deixado contaminar, optando por<strong> </strong><em>máfia </em>(na minha edição). Gostaria eu de saber como está a palavra registada nas primeiras edições…</p>
<p>6. O facto de os dois dicionários brasileiros mais conhecidos e com a autoridade que lhes advém do prestígio dos seus autores registarem <em>máfia</em>, não menoriza o que antes fica dito, pois é sabido que a Língua Portuguesa, no Brasil, tem seguido o seu caminho, ignorando qualquer acordo com a parte lusitana do universo falante do Português.</p>
<p>7. O próprio facto de o meu computador se encarregar de acentuar a palavra, transformando a que eu escrevo grave em esdrúxula, substituindo, sem minha ordem, o &#8220;a&#8221; não acentuado pelo &#8220;á&#8221; acentuado, é mais uma prova de que a &#8220;máfia&#8221; está a ser imposta, pelos meios informáticos ao seu alcance, como esse tal acordo ortográfico que também, absurdamente,  nos querem impor, <em>coûte que coûte</em>… Critérios mercantilistas ou neocolonialistas ao invés?&#8230; Não é?</p>
<p>8. Mas o autor da carta começa por dizer que &#8220;há que uniformizar em termos de redacção/escrita [quereria ele dizer em termos de ortografia]&#8220;. Pois é. Enquanto os falantes do francês têm como garante a Académie Française, e os falantes do castelhano a Academia Real, os falantes do português têm uma coisa que se chama Academia das Ciências de Lisboa que mandou elaborar uma coisa a que chamaram <em>Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea</em>, onde essa nossa língua é tão maltratada. E assim anda ela sem rei nem roque por esse mundo lusófono, enquanto o &#8220;brasileiro&#8221; [<em>le brésilien,</em> dizem os franceses] se vai orientando, por Lá, pela Academia Brasileira de Letras. Por Lá e… por Cá…</p>
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	</item>
		<item>
		<title>&#8220;Se eu puser: com &#8217;s&#8217; ou com &#8216;z&#8217;?&#8221;</title>
		<link>http://tentolingua.wordpress.com/2009/11/08/se-eu-puser-com-s-ou-com-z/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 12:31:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedromarquesdg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Verbos]]></category>
		<category><![CDATA[verbo pôr]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi o que alguém me perguntou há poucos dias.
Com ‘s’ sem dúvida. E a razão é, também sem dúvida, etimológica. Assim o decidiram os reformadores da reforma ortográfica de 1945, que é, ainda, a que vigora, felizmente. Oxalá a porta não se abra ao tal &#8220;acordo ortográfico&#8221;, que ronda por aí tão desacordado!
E então, com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tentolingua.wordpress.com&blog=2849154&post=393&subd=tentolingua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Foi o que alguém me perguntou há poucos dias.</p>
<p>Com ‘<strong>s</strong>’ sem dúvida. E a razão é, também sem dúvida, etimológica. Assim o decidiram os reformadores da <strong>reforma ortográfica de 1945</strong>, que é, ainda, a que vigora, felizmente. Oxalá a porta não se abra ao tal &#8220;acordo ortográfico&#8221;, que ronda por aí tão desacordado!</p>
<p>E então, com ‘s’ porquê?</p>
<p>Ora vamos lá ver. Na conjugação verbal, há uns tantos tempos verbais que derivam do chamado tema do perfeito. E esse jeito já nos vem do latim. São eles: futuro imperfeito do conjuntivo – se eu <strong>pus</strong>er; pret. imperfeito do conjuntivo – se eu <strong>pus</strong>esse; pret. mais-que-perfeito do indicativo – eu <strong>pus</strong>era. O negrito realça o radical (o tema) do perfeito (pretérito perfeito do indicativo) &#8211; <strong>pus. </strong>E esta regra é claramente válida para todos os verbos em geral, embora, para alguns verbos, como é o caso de <strong>pôr </strong>e outros, se torne mais clara a achega desta teoria para ser correcta a nossa ortografia. E o que tem isto a ver com a etimologia? Tem muito, como vamos verificar. Veja-se a forma verbal latina da qual deriva a correspondente portuguesa do verbo <strong>pôr</strong>:</p>
<p><strong>Pretérito per</strong>feito (do pretérito perfeito latino)<em>: posui </em>&gt; pus, <em>posuisti </em>&gt; puseste, <em>posuit </em>&gt; pôs, <em>posuimus </em>&gt; pusemos, <em>posuistis </em>&gt; pusestes, <em>posuerunt </em>&gt; puseram.</p>
<p><strong>Futuro imperfeito do conjuntivo</strong> ( do futuro perfeito latino): <em>posuero </em>&gt; puser, <em>posueris </em>&gt; puseres, <em>posuerit </em>&gt; puser, <em>posuerimus </em>&gt; pusermos, <em>posueritis </em>&gt; puserdes, <em>posuerint </em>&gt; puserem.</p>
<p><strong>Imperfeito do conjuntivo </strong>(do m.-que-perf. do conjuntivo latino):<strong> </strong>se eu pusesse <em>&lt; posuissem</em>, se tu pusesses <em>&lt; posuisses</em>, se ele pusesse <em>&lt; posuisset</em>, se nós puséssemos &lt; <em>posuissemus</em>, se vós pusésseis <em>&lt; posuissetis</em>, se eles pusessem <em>&lt; posuissent.</em></p>
<p><strong>Mais-que-perfeito simples</strong> (do m.-que-perf. do ind. latino): <em>posueram </em>&gt; eu pusera, <em>posueras </em>&gt; tu puseras, <em>posuerat</em> &gt; ele pusera, <em>posueramus </em>&gt; puséramos, <em>posueratis </em>&gt; puséreis, <em>posuerant </em>&gt; puseram.</p>
<p>E, como se pode ver, lá está o ‘s’ do tema em todas as pessoas, no latino e no português.</p>
<p>Agora em outros verbos (só com a primeira pessoa): eu quis <em>&lt; quaesii</em>, se eu quiser <em>&lt; quaesiero</em>, eu quisera &lt; <em>quaesieram</em>; eu fiz <em>&lt; feci</em> (o ‘ci’ latino deu ‘z’), se eu fizer &lt; fecero; se eu fizesse <em>&lt; fecissem</em>; eu fizera <em>&lt; feceram.</em> Do verbo dizer. O perfeito português  é <strong>disse</strong> que deriva do latino <strong><em>dixi</em></strong>, então: se eu disser &lt; <em>dixero;</em>; se eu dissesse &lt; <em>dixissem</em>; eu dissera &lt; <em>dixeram</em>.</p>
<p>E, já agora, uma curiosidade que põe uma questão fonético-etimológica. O verbo trazer cujo étimo latino é <em>trahere</em>: <em>traxi </em>&lt; <em>trouxe</em>; <em>traxero </em>&lt; <em>trouxer</em>;  <em>traxissem &lt; trouxesse</em>;  <em>traxeram &lt; trouxera. </em>Só para dar corda à curiosidade, veja–se o processo evolutivo de ‘trouxe’: traxi&gt;trauxi&gt;trouxe (Ditongação e a vulgar substituição do ditongo ‘au’ pelo ditongo ‘ou’).</p>
<p>Mas a tal questão é esta: se <em>dixi</em> deu disse, porque é que traxi, o mesmo fonema, no primeiro escreve-se com dois ‘ss´ e no segundo com ‘x’? Pergunte-se aos eruditos que assim convencionaram a ortografia.</p>
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		<title>&#8220;…eu sou dos que acredito…”? Não!</title>
		<link>http://tentolingua.wordpress.com/2009/11/04/%e2%80%a6eu-sou-dos-que-acredito%e2%80%a6%e2%80%9d-nao/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 01:38:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedromarquesdg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Erros]]></category>
		<category><![CDATA[oração relativa]]></category>

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		<description><![CDATA[Na entrevista ‘Michael Moore, O bom americano’, texto de Rui Pedro Tendinha, Notícias Magazine 01/Nov/2009, p. 82, 3ª coluna:
“Este filme [Capitalismo – Uma história de amor] já tem mais de duas horas, cinco minutos mais, já com os créditos finais, e eu sou dos que acredito [sic] que nenhum filme deva ter mais do que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tentolingua.wordpress.com&blog=2849154&post=386&subd=tentolingua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Na entrevista ‘Michael Moore, O bom americano’, texto de Rui Pedro Tendinha, Notícias Magazine 01/Nov/2009, p. 82, 3ª coluna:</p>
<blockquote><p><em>“Este filme</em> [Capitalismo – Uma história de amor]<em> já tem mais de duas horas, cinco minutos mais, já com os créditos finais, e <strong>eu sou dos que acredito</strong></em> [sic] <em>que nenhum filme deva ter mais do que duas horas.”</em></p></blockquote>
<p>Perversão sintáctica grassando muito por aí, de mais; saída de plumas muito escolarizadas, mesmo algumas superiormente escolarizadas. Ora vamos analisar essa sintaxe:</p>
<p><strong>… dos que acredito</strong></p>
<p>Oração relativa ‘<strong>que acredito</strong>’</p>
<p>Predicado/verbo – <strong>acredito </strong>está errado: deve ser <strong>‘acreditam’</strong>.</p>
<p><strong> </strong>Sujeito – ‘<strong>que’</strong> com o antecedente<strong> ‘os’ </strong>de<strong> ‘dos’.</strong></p>
<p><strong> </strong>Numa relativa com ‘que’ por sujeito, o verbo tem de concordar com o antecedente do ‘que’: neste caso, o pronome demonstrativo ‘os’. Plural, logo o verbo tem de estar no plural (3ª pessoa).<strong></strong></p>
<p>‘Eu sou dos que acredito’?  Não! <strong>‘Eu sou dos que acreditam’</strong></p>
<p>Vamos agora fazer aqui umas variantes. Imaginemos a frase com quatro relativas ou mais que fossem::</p>
<p>Sou eu <strong>que acredito</strong>; sou eu <strong>quem acredita</strong>, sou um <strong>que acredita</strong>, um dos <strong>que acreditam</strong>.</p>
<p>Na primeira relativa – que acredito – o verbo vai para a 1ª pessoa do singular, porque o sujeito é ‘que’ com o antecedente ‘eu’; na segunda – quem acredita &#8211; o sujeito é o relativo ‘quem’, que leva sempre o verbo para a 3ª  pessoa do singular; na terceira – ‘que acredita’ – o verbo vai para a 3ª pessoa do singular, porque o antecedente do relativo é o pronome indefinido ‘um; finalmente na quarta – que acreditam – o verbo vai para a 3ª pessoa do plural, porque o sujeito ‘que’ tem como antecedente o pronome demonstrativo ‘os’. E já agora…, se sois vós <strong>que acreditais</strong> em mim, ou se sois vós <strong>quem em mim acredita</strong>, por mim, ficarei satisfeito.</p>
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			<media:title type="html">Pedro Marques</media:title>
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		<title>&#8220;Sobre Caim&#8221; de Pilar</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 00:31:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedromarquesdg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alia]]></category>
		<category><![CDATA[Caim]]></category>
		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>
		<category><![CDATA[Pilar del Rio]]></category>

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		<description><![CDATA[O que aqui se disse relativo à crónica de Vasco Graça Moura (ensaio mais histórico), pode voltar a dizer-se agora, depois de se ter lido Sobre Caim, de Pilar del Rio (mais antropológico) (DN 29/10/2009, p. 50). Termina assim:
“Sigamos então por caminhos marcados por lendas, com interpretações simbólicas ou não, mas tenhamos ao menos a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tentolingua.wordpress.com&blog=2849154&post=384&subd=tentolingua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O que aqui se disse relativo à crónica de <strong>Vasco Graça Moura</strong> (ensaio mais histórico), pode voltar a dizer-se agora, depois de se ter lido <em>Sobre Caim</em>, de <strong>Pilar del Rio</strong> (mais antropológico) (DN 29/10/2009, p. 50). Termina assim:</p>
<blockquote><p>“Sigamos então por caminhos marcados por lendas, com interpretações simbólicas ou não, mas tenhamos ao menos a decência de atribuir-nos a sua autoria: a de havermos criado a divindade e toda a dor e sacrifício que os deuses supostamente impuseram ao mundo. À imagem e semelhança do ser humano”.</p></blockquote>
<p>É assim. Quando alguém passa da crença em Deus para a descrença, é quando a sua cabeça virou ao contrário o versículo da Bíblia relativo à criação do homem e, com convicção, o adopta assim virado : <em><strong>“ …</strong>e diz </em>[Deus]<em>: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”</em> (Gen.<strong> 1, </strong>26<strong>).</strong> Lá dizia, há pouco tempo ainda, em Vila da Feira, o grande escritor <strong>Salman Rushdie</strong>: <em>“Deus é o maior erro da espécie humana”</em>. E então não será mesmo?</p>
<p>Mas vejam só se pode falar de coerência o cronista habitual do DN de Domingo, penúltima página (01/11/2009). À afirmação de Pilar <em>“os chamados seres racionais estão loucos, por isso talvez não mereçam a existência”</em>, ele responde: <em>“eu não chegaria a tão dramática conclusão, mas é notável ver uma comunista de sempre </em>[sic] <em>falar com tamanha franqueza do credo que professou e que, contra toda a coerência, continua a professar </em>[sic]<em>.”</em></p>
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