António Marques, professor do ensino secundário, Grupo 8º-A, profissionalizado, nomeação definitiva, agora aposentado.
Tudo isto (Tento na Língua!, livros ou blogue) teve origem num ‘projecto de extensão curricular’, pensado e levado a efeito na Escola Secundária Marquês de Pombal, em Lisboa, nos anos lectivos de 95/96 e 96/97, enquanto o autor foi delegado de Grupo (8º-A).
Partindo de erros mais correntes – ‘pontapés na gramática’ – que todos os dias ferem olhos e ouvidos de utentes mais conhecedores da chamada norma linguística, elaborava-se a matéria de forma adequada à exposição mural.
Não tardou a surgir a ideia de converter em livro a matéria usada… ( da Nota Introdutória ao Tento 1), tendo saído o “Tento – 1”, 1ª edição em Agosto/2001. A Plátano Editora que o diga…
Da experiência vivencial do ensino da Língua que é nossa Pátria, bem como do nunca desprezado estudo aprofundado da mesma, nasceu esta constante preocupação de ajudar os falantes a ‘falarem’ correctamente. E também a aprender com eles…
Mas vamos lá ver…, não se considera o autor um zelador da norma, nem, muito menos, um zelote! O que ele tem pretendido, e continua a pretender, é contribuir, modesta mas convictamente, para que o Português mal usado passe a ser usado mais conforme às normas linguísticas vigentes.
Também aqueles que sempre procuram na escrita o autobiografismo, poderão encontrar aqui, no âmbito desta iniciativa, motivos bastantes para se alegrarem. Porquanto ela decorre de uma vivência docente linguística de que ele, o autor, está impregnado, no sentido diacrónico e sincrónico, da língua em causa e da sua própria vida. Em Portugal, no ensino particular e oficial. Também em Angola, colónia e depois país independente. Que grande lição, sobretudo na perspectiva sincrónica, embora diacronicamente enquadrada no seu currículo docente!
(Por curiosidade, não deixe o ‘blogovisitante’ de confrontar algumas das rubricas do livro: 7 e 223 (especialmente); e também 236 e 243. Vide também: Safa! Do que eu me livrei!, na revista O PROFESSOR, nº 89 – Jan/Abril 2005, p. 64-71).
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