Uma perolazinha de Caetano Veloso

Já que estamos nas pérolas da língua sobre a língua, expressões poéticas matalinguísticas, em português, sobre a língua portuguesa, aqui vos deixo, desta vez uma deliciosa perolazinha. Foi a minha memória que, ao lembrar-se vagamente da citação de uma canção e poema de Caetano Veloso, Língua, a quis sintetizar e a síntese, vejam só, saiu num perfeito verso alexandrino: “minha língua roçando a língua de Camões”.
Eis senão quando o meu editor encontrou o poema genuíno e… não havia nada de alexandrino. Vejam vocês como a nossa memória é fértil. Então aí vai a estrofe do poema, tal como foi escrito:

“Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar a criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixa os Portugais morrerem à míngua
‘Minha pátria é minha língua'”

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s