Zeca Afonso: imitação, adulteração, paródia…

Acabei mesmo agora (às 15:15 de 29.08.08) de ouvir, na Antena 1, uma canção de Zeca Afonso, interpretada pelos Resistência: “Venha mais um se vier por bem”. Génio no original, talento na imitação interpretativa. Parabéns, Resistência!

De manhã, tinha ouvido, na mesma Antena, uma outra canção do Zeca, cantada por outra intérprete de que não guardei o nome. No entanto, quando a ouço cantar uma canção do Zeca (e ela canta várias no mesmo género), eu desligo o aparelho e prefiro ficar a imaginar a conhecida canção, cantada pelo génio original. Porque embirro (é o termo) com adulterações – não arranjos mas estragos – de canções geniais, do genial artista ou de qualquer outro.

Se ao menos fosse uma paródia*, como, por exemplo, aquela canção dos Heróis do Mar, O inventor (“Às aarmas…, às aaaarmas…”), isso a gente vê logo que é uma paródia e gosta, porque revela talento e jeito; e ainda por cima sem falta de respeito ao parodiado…

Adulterações, é que não!

__________________

* Cf. o termo literário clássico “Paródia”, por exemplo, in Dicionário de Termos Literários de Massaud Moisés, Cultrix, S. Paulo, 1985

Anúncios

There are no comments on this post.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: