De modo a que…? De forma a que…?

De modo que…, de forma que… , por forma que…, de maneira que…, etc. … De modo a…, de forma a…, de maneira a…, etc. …

É uma das tais incorrecções que, mais tarde ou mais cedo, de tão correntes, de tão usadas incorrectamente, tenderão, decerto, a impor-se como norma. Trata-se da conjunção consecutiva, nas suas diversas formas reduzidas: de tal modo que…, de tal forma que…, por tal forma que…, de tal maneira que…

Para quê, pergunto eu, meter lá, onde não é chamada, a preposição “a”? Trata-se certamente de uma contaminação sintáctica, pois há, de facto, uma construção consecutiva com preposição “a” mas sem o “que”: quando o verbo da consecutiva se emprega no infinitivo. Querem ver? Exemplificando:

É preciso falar de modo que a gente se entenda; de forma que (por forma que, de maneira que) a gente se entenda.

É preciso falar de modo a entender-se a gente; de forma a (por forma a, de maneira a) entender-se a gente.

Recomenda-se a leitura da rubrica 37 de Tento na Língua! (livro 1).

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