“Notórios”, notáveis, notados

A nossa alma pasma! Pasma com o que se lhe depara nesta pré-campanha! Atitudes e comportamentos, individuais ou de grupos, que beliscam a consequência, a coerência, se não mesmo o carácter (a nível cívico, certamente inseparável do humano…).

Comecemos por essa “guerra” entre PS e BE, por causa de uma militante deste que terá sido convidada para candidata daquele (e já não era a primeira vez que era convidada e que aceitava, se aceitasse: lembrem-se da “mandatária” de Mário Soares candidato à Presidência). Depois, é um autarca de um partido que se vai agora candidatar mas por outro partido e vice-versa! Depois são dois militantes do PCP, “notórios” e, sem dúvida, notáveis e notados, que, contrariando todas as normais práticas (partidárias e de relações sociais e humanas) se juntam, ou se unem (uniões de facto, pelos vistos, também as há a nível político…), um tornando público o seu apoio, o outro a aceitação de ser mandatário de António Costa para Lisboa! Tudo gente muito inteligente, criativa e criadora, tudo gente muito da intelligentzia, notória e notável… Tudo gente que não tem vergonha de mostrar, com o seu comportamento político, a sua incoerência, a sua inconsequência, a sua oscilação de…

– Olha lá, terá o carácter algo a ver com isso?
– Não. Acho que não! Olha, não sei… Talvez tenham a ver com isso, mas são os estados de alma…
– Mas que eles (e elas) são, além de “notórios”, notáveis e notados, lá isso são.

E a gente fica aqui a perguntar aos nossos botões: será legítimo? Será lícito? Será eticamente cívico? (Ou civicamente ético?) Não será isto um muito mau exemplo para o comum dos mortais? Ou poderão eles (e elas) comportar-se assim porque os deuses (ou os seus próximos) não têm obrigação nenhuma de proceder em conformidade com as normas, as convenções, a ética dos mortais e comuns cidadãos, precisamente porque estão acima deles, envergando a faixa do seu estatuto de excepção?…

– Eu já não sei nada!… Olha, vou citar um blogue que li agora no DN:

“Paira por aí um grupo de pessoas que não aceita estar fora das luzes da ribalta. Joana Amaral já conseguiu o que queria: ser falada”. B. Caeiro, Fernão Ferro (in DN 29/7/2009, p.7).

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