Adenda à postagem “A polémica e o insulto”

Tendo em vista o penúltimo parágrafo, relativo à pontuação, achei oportuno acrescentar algo. O problema da pontuação remete para aquilo a que os linguistas chamam sinais diacríticos e volto a dizer que me parece que o seu uso mais normativo, em Caim como em outras grandes obras anteriores do Autor (v.g. O Evangelho), não só não prejudicariam o estilo, como, ainda, aumentariam a clareza do discurso e, em consequência, facilitariam a leitura. Lendo Caim, não raras vezes me aconteceu parar para ver se  determinada vírgula era interrogativa ou não. E reparei que em muitos casos, o narrador vê-se obrigado, para confirmar a interrogação, usar a intercalada “respondeu”, “perguntou” e outras. Estaria também resolvido o problema didáctico do ensino/aprendizagem, quando, na escola, se recorre a textos saramaguianos.  Mesmo o uso da maiúscula em nomes próprios. Mas, repito,  a genialidade da narrativa lá está sempre, seja com o desvio diacrítico original ou fosse com a pontuação de uso universal.

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