“…quando o caso se trata”?

“Ora, se é aceitável (em casos específicos que impliquem aumento de despesa) que se peça à oposição que tenha cuidado em fazer frente ao Governo, tal já não será adequado quando o caso se trata, tão-só, de uma acção de fiscalização à acção governativa.” (DN 7/12/09, Editorial, realçado nosso).

Trata-se, aqui de uma baralhada sintáctica que me parece ser mais do que simples gralha. Com efeito e antes de mais, ‘quando’ e ‘caso’ quase se excluem, pois se trata de duas palavras que, além de outras, podem exercer a função de conjunção condicional: ‘quando isto acontecer’ = ‘caso isto aconteça’. Partindo do princípio de que uma e outra (condicionais) exigem o verbo no conjuntivo, usando a primeira ficaria a frase assim: ‘quando se tratar (ou ‘se trate) tão-só,…’; usando a segunda ficaria assim: ‘caso se trate, tão só,…’. Agora, ‘quando o caso se trata, tão-só’ é que não: fica a frase, sintacticamente, toda estragada.

Também se poderia corrigia a coisa assim: “quando o caso trata”, tão-só (sem o “se”); ou ainda assim: “tratando-se”, tão-só…’

There are no comments on this post.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: