“…que se nos oferece”

Vejam só o que pode acontecer com estas esquisitices dos endereços electrónicos. Na semana passada a leitura da crónica de Lima-Reis na Notícias Magazine levou-me a escrever uma postagem para o blogue, tomando como tema um exemplo de uso da construção apassivante “que se lhe vaticinavam”. Enviei para o blogue e também (pensava eu) para o email de Sofia Barrocas, com recomendação de que chegasse ao conhecimento do cronista.

Só hoje, 13/12/09, verifiquei que a mensagem não foi recebida pela Sofia, pela simples razão de um erro meu cometido no endereço. Como o electrónico é exigente, embirrento e estúpido, incapaz de raciocinar qualquer coisinha: é sofis e pronto.

Pois para me vingar, tirei da crónica de hoje outro exemplo, que ponho também como título desta, e que me serve para consolidar os conceitos expostos na anterior. Vem no penúltimo parágrafo:

“A poesia termina lembrando que de tudo nos podemos gabar ou lastimar no que ao perfil dos ascendentes diz respeito tal é a fartura deles que se nos oferece para escolha”.

Se analisarmos a relativa em que ela se insere, temos:

Sujeito – que (com o antecedente ‘fartura);
Predicado – se oferece (= é oferecida. Estão ver a tal apassivante?);
Complemento indirecto – nos.

E, uma vez mais, obrigado a Lima-Reis pela sua escrita.

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