Europa, que enguiço?

Afinal, temos mesmo de perguntar: o que se passa com a Europa?! O que  se passa connosco na Europa?! O que é que de bom nos aconteceu desde que lá entrámos?!

Nada! Antes pelo contrário! Entrámos no €uro, e tudo se tornou mais caro, mais custoso! Entrámos na União, e o nosso País não tem feito mais nada senão regredir, regredir, regredir!. .. Antes da crise, foi assim. Com a crise piorou. E estamos de pantanas, num lodaçal como parece que nunca. Nós e os outros. A começar pela Grécia, ó pra ela!, até dizem que tem de vender as ilhas!  Se por cá chegarmos a esse ponto, teríamos de começar pelos Farilhões, depois o resto das Berlengas, a seguir as Selvagens, e logo se veria… Que enguiço, afinal, a Europa nos trouxe?!

Ah! A Europa ! Não será um enguiço primordial? Original? Vejamos.

Tenho aqui na minha sala uma página do Diário de Notícias (DN Gente, Última, de 6 de Junho de 2009), que mandei encaixilhar num quadro, por cima da lareira, toda preenchida com o tema do “Rapto da Europa”, ilustrado com quadros do Mito (do nosso ‘Mito-Maior’, digo eu): Mosaico romano, encontrado em Pompeia, século I; Botero, Colombiano, 1992; Matisse , Francês, 1929 (na imagem do topo); Ticiano, Italiano,1562; Alfredo Sosabravo, Cubano, 1930. Uma bela galeria de figuras da Europa, raptada mas, vê-se, apaixonada pelo meigo touro, que não era mais do que o disfarce do divino Zeus. Mas podiam pôr mais na galeria: um belíssimo “Rapto da Europa”, pormenor de uma hídria, de Caere, villa Giulia ( in Larousse 3); uma obra-prima de Paulo Veronês (Palácio Ducal de Veneza); belos quadros de Aníbal Carracci; de Luís Caracci; de Guido; de Rembrandt, de Mignard, de Boucher, etc., etc.

“Europe, MYTH. GR. Mortelle aimée de Zeus. Celui-ci, métamorphosé en taureau blanc, l’enleva et la conduisit en Crète, où elle devint mère de Minos” (in Le Petit Larousse). [Veja-se também o mito do Minotauro.]

Somos, então, filhos de um touro-Zeus? de um touro-Deus?

Há por aí quem fale muito das origens cristãs da Europa. Dos mitos cristãos. Origens, vírgula! Nem Cristo, nem Pedro, nem Paulo são mitos primordiais. Antes deles, há muitos séculos que  existia a Europa, que, pelos vistos, amante da divindade, nos terá dado origem em Creta. E é óbvio que a bondade evangélica não conseguiu sobrepor-se, no processo genético europeu, ao mito de Zeus raptando e gerando filhos a Europa. Não tenham vergonha, Europeus meus irmãos! Vamos repor nas enciclopédias, bem realçada, a nossa origem divina. Somos filhos de Zeus, pois então, honra nos seja! O enguiço da nossa Europa vem-nos dos minotauros que terão ficado por aí…

O que é preciso é sobrepormos ao que herdámos da maldade divina, através dos minotauros (que escaparam a Teseu…), a bondade divina ou simplesmente sobre-humana,  de Teseu e Ariadne…

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