Acordo ortográfico: um post-scriptum de Vasco Graça Moura

É o post-scriptum à sua crónica semanal “O banco falimentar”, no DN de 7/Set./2011, p. 54, que, com a devida vénia, aqui se transcreve:

“Post-Scriptum: Na sua entrevista à “Única” do Expresso de 3 de Setembro, o ministro da Educação escamoteia deploravelmente a questão do Acordo Ortográfico, dizendo que este ‘é um facto’. Não é. Os factos são os seguintes: o Acordo Ortográfico não está em vigor. Angola e Moçambique não o ratificaram. Não existe o vocabulário comum que o AO exige como condição prévia. O ministro não estudou o problema, nem no aspecto jurídico nem no científico. Não leu a documentação existente. Não sabe quanto custa ao país a precipitação criminosa em aplicar um instrumento inaplicável e calamitoso. O facto é que Nuno Crato infelizmente não sabe do que fala. Se as reformas que ele prepara para o ensino forem tão levianamente abordadas como esta, então a Educação em Portugal não irá muito longe. Custa ver uma personalidade da sua envergadura intelectual e da sua intransigente seriedade ceder assim à lei do menor esforço.”

Deixem-me só acrescentar: a Língua Portuguesa e os seus falantes estão-lhe muito gratos, Vasco Graça Moura!

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