Papisa Joana: lenda ou História?

1. Existiu uma Papisa Joana?

“Partout où vous voyez une légende, vous pouvez être sûr, en allant au fond des choses, que vous trouverez une histoire” (“Onde quer que encontreis uma lenda, podeis estar certos de que, se fordes ao fundo do assunto, encontrareis uma história.”)
VALLET DE VIRIVILLE (Epígrafe da ‘NOTA DA AUTORA’ in A PAPISA JOANA, Donna Woolfok Cross, Editorial Presença, 2ª edição, p.447)

CRONOLOGIA INDICADA NO LIVRO:
853 – Morre Leão IV. Joana é eleita Papisa
854 – Sínodo de Roma. Cheias no Tibre
855 – Joana morre. Anastácio apodera-se do trono papal, mas é expulso dois meses depois. Torna-se Papa Bento III (Ibidem, página 458).

2. IDEOLOGIA E CONFUSÃO DA ÉPOCA (Século IX)

“Dada a obscuridade e a confusão da época, é impossível determinar com toda a certeza se Joana existiu ou não. A verdade daquilo que aconteceu no ano 855 d.C. pode nunca vir a ser totalmente conhecida. Foi por isso que decidi escrever um romance e não um estudo histórico” (Ibidem p.452) “O facto de ela ter vivido no século IX, a mais obscura de todas as épocas da era cristã, teria facilitado a tarefa da erradicação do seu papado. O século IX foi uma época de ampla iliteracia, marcada por uma extraordinária escassez de registos.” (Ibidem, p. 448).

3. REPTO
– ÀS MULHERES CATÓLICAS
– ÀS MULHERES CRISTÃS
– ÀS MULHERES TOUT COURT
AO NOVO PAPA

– Então não é verdade que as mulheres reclamam igualdade de direitos em todas as situações sociais, civis ou religiosas?
– Não é verdade que as mulheres católicas progressistas se reclamam o direito de serem padres, de serem bispos, de serem papas? E nãp têm esse direito?
– Pois uma mulher, em plena Idade Média, na época mais obscurantista da História, de convento em convento disfarçada de frade estudioso da filosofia e da teologia junto dos seus confrades, conseguiu impor a sua inteligência e a sua sabedoria, a ponto de ser por eles julgada ‘merecedor’(a) de ocupar a cátedra papal!

Então aí vai o repto: Perfurai a lenda à procura do histórico, mesmo que não encontrem o ‘histórico’ que foi abafado e, em consequência, se transformou (ou transformaram-no?) em lenda.

Mas, mulheres, se achais mesmo (eu acho) que Deus e o seu Cristo (ou a Natureza) vos concedeu esse direito, então por que esperais? Dizei isso ao Bom Papa Francisco, e adelante! (Que ele fala castelhano!)
– Que se limpe a Igreja do machismo de que Paulo de Tarso imbuiu o Cristianismo, machismo que não estava, nem tanto,  no Evangelho Cristão!
– Que se limpe a Igreja do ‘imperialismo’ que Constantino imprimiu à Igreja nascente. Ele que, sem se baptizar, presidiu ao primeiro concílio decisivo– Nicemo-Contantinopoliano!…

Uma resposta

  1. […] Papisa Joana: lenda ou História? | Tento na língua!… […]

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