Parafraseando um verso de Ary dos Santos

N’ “AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU”
(Parafraseando um verso de Ary dos Santos)

N’ “As portas que Abril abriu”
(palavras que Ary nos diz)
como enxurrada dum rio
forçou entrada com brio
o Povo deste País!

Nas Portas que abriu Abril
e Novembro entrefechou
um bando não mais de mil
com seu séquito servil
o Zé-Povinho entalou!…

À História fazendo jus?…
Martim Moniz? Triste fado?…
Fez-se noite aquela Luz!…
E assim ficou – cachapuz! –
o Zé-Povinho entalado!…

“Mas tudo mui legalmente!”
– assim o dizem, vês tu?… –
Acorda, Povo dormente…!
Firma teu gesto inclemente
e grita: – O rei vai nu!…

António Marques
Pombal, Abril de 2004

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