Contracapa (Um livro da minha estante): “História de Portugal” de António Borges Coelho

Ante-scriptum. Escusado seria dizer que todos os livros por mim seleccionados são livros de minha recente aquisição e leitura. Mas pode, uma vez por outra, escolher-se algum de leitura mais antiga. E o facto de os trazer à fala para aqui é, já de si, viva recomendação do autor desta coluna, para que, sem demora, eles sejam lidos por quem der com os olhos neste texto.
portugal-medievo
História de Portugal António Borges Coelho (Caminho)
VOLUME I –  DONDE VIEMOS

Contracapa: “Escrevo esta História ao rés da fala. Sem dalmática, questiono . Não sigo o cânone. Persigo o rigor e o prazer da palavra”.

VOLUME II – PORTUGAL MEDIEVO (1128-1385)

Contracapa: “O segundo volume da História de Portugal abraça o tempo da formação e da refundação do Estado português. O território onde se desenvolveu o pequeno centro de poder, embrenhado em múltiplos podres senhoriais, descia de Entre Douro e Minho, pelo litoral, até à foz do Mondego. A sul e a leste , os moradores, agrupados em pequenos burgos fortificados ou dispersos pelas brenhas com os seus gados, apoiados por Badajoz e Sevilha, resistiam ou afrontavam de armas na mão os cavaleiros e peões do Norte. Começava uma aventura de nove séculos”. (António Borges Coelho).

VOLUME III – LARGADA DAS NAUS (1385-1500)

Contracapa: “O mar deixa de ser o limite. Milhares de navegantes portugueses sulcam o Atlântico nas armadas e nos navios de comércio. Descobrem e cartografam; usam os ventos e as correntes marítimas; aprendem a situar pelas estrelas o lugar e a rota dos navios; registam o valor das mercadorias; usam intérpretes africanos; caçam e resgatam escravos. Levam a cruz pintada nas velas, mas podem cair sobre a presa como o albatroz. Trocam gestos , cerimónias, roupas, vocábulos. Experimentam as armas e os corpos. O barco é o veículo, a casa, a fortaleza, o templo, a oficina, o armazém, o porta escravos, o porta navios, o caixão…” (António Borges Coelho).

A minha moral da história. Quem quiser saber a História de Portugal como ela foi, como ela é, e não como ela nos foi ensinada na escola, ou nos foi dita por alguém alhures, não esteja à espera, procure adquirir ou peça emprestados os volumes que já saíram desta História de Portugal. Para ficarmos a saber que toda esta História não foi, não é, como no-la contaram. Foi pior ainda do que nos sugerem as contracapas. Se a alguém não der jeito comprar já os 3 volumes publicados, comece pelo Portugal Medievo. Os senhores feudais. O clero, a nobreza, e o desgraçado do povo. E era aquilo cristão?…Que horror! Leiam e depois me digam!

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