Os debates

QUEM VAI SER PRIMEIRO-MINISTRO? PASSOS? COSTA? SÓ?… E PORQUE NÃO HÁ-DE SER O JERÓNIMO?…

Eu, por mim, nem queria ver… OS DEBATES. Não queria mesmo!. Mas a mulher lá me bateu nas costas: “E porquê não? E porque não hás-de ouvir e ver? Etc. e tal!” E lá caí na esparrela: sentei-me no sofá a ver e a ouvir… “Promessas para aqui, não cumpridas.” “Promessas para ali, por cumprir, para não ter de cumprir”. Etc., etc., etc… “Porque eu prometo mas não cumpro…” “Porque tu não prometes para não ter de cumprir!” “Pois, porque estamos aqui é só para… debater! E se não debatermos, batem-nos”. Porque o programa é de debate não é de política! (Ou pulhítica?…) E um debate só pode ter um objectivo: ver quem ganha… o debate…, pois o que haveria de ser?!…

Então quem ganhou? Foi o Costa porque foi mais frontal e “varídico”! Foi Passos porque foi mais técnico e cínico! E o debate acabou!

Estás satisfeita, mulher?! Pronto, acabou o debate, já ninguém nos bate!… Agora, só falta ir às urnas e votar nos mesmos! Nos de antanho! Nos do Arco! Porque eles, agora, não vão prometer: vão cumprir o que não prometeram. Se eles não cumpriram o que prometeram, como vão eles cumprir o que não prometeram?! Mas que grande confusão! E o que é que poderá ser isto tudo senão uma “gandessíssima” confusão?! Mais do que isso: uma desgraçadíssima confusão! Vocês entendem? As mentiras? As meias-verdades que escondem as meias-mentiras? Tudo?…

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O Presidente não está?! Onde está Sua Excelência?!

Responde Susana Amador:

[…] Compete a todos nós, autarcas e políticos, sermos ousados, imaginativos e renovadores e não faltar ao encontro com os desafios futuros que os novos e complexos tempos requerem. Há os que claramente já faltaram e que desperdiçaram uma maioria – que não há – um Governo – que não é – e um Presidente – que não está.” (Susana Amador, in DN, 31/10/2012, p. 55)

– O Presidente não está?!
– Pois, pois, o Presidente não está!

Aprendam, Excelências!

(Com a devida vénia, transcreve-se de DN, 20/10/2012, p. 46: “O monoteísmo do capital financeiro e a felicidade”, de Anselmo Borges)

“Este capital [capital financeiro] toma conta de todos os outros , a começar pelo capital ético, e está na base de uma guerra em curso, que custa milhões de vítimas.

Esta situação exige reflexão, pois cada vez se torna mais clara a urgência de mudar globalmente de paradigma. Entretanto é salutar saber de exemplos de solidariedade e ética, que animam a esperança e são sinal de que a humanidade verdadeira mora para outras bandas

A gente nem quer acreditar, quando lê, em Isabel Gómez Acebo e no Courier International, o exemplo impressionante do presidente do Uruguai, José Mujica. Após a eleição, continua a viver na sua pequena casa, numa zona da classe média, nos arredores de Montevideu. Tem um salário de 12 500 dólares mensais, mas dá 90% , vivendo com 1250 (que lhe basta, pois muitos concidadãos vivem com menos). A mulher, a senadora Lucía Topolanski, também dá a maior parte do seu salário. Como transporte oficial utiliza um Chevrolet Corsa. Durante o Inverno a residência oficial servirá de abrigo aos sem tecto. Mandou vender a residência de Verão do presidente, e o resultado da venda destina-se, entre outros usos, à construção de uma escola agrária para jovens sem posses.

Na reunião do Rio+20, pronunciou um discurso especial. Aconselhou a uma mudança de vida, pois foi para sermos felizes que viemos ao mundo. Ora, na sociedade actual, vivemos completamente obcecados com o consumismo: trabalhamos para consumir sempre mais… tendo de pedir empréstimos que temos de devolver, e esquecemo-nos da felicidade. É este o destino da vida humana?’. Terminou estimulando à luta pela conservação do meio ambiente, porque “é o primeiro elemento que contribui para a felicidade”.

Aprendam, Excelências!

“Cardeal-patriarca não fala aos peregrinos sobre a crise”

“D. José Policarpo preferiu, ontem de manhã [13 de Outubro], pôr o acento tónico na evocação dos valores do Concílio Vaticano II. […] ‘Cinquenta anos depois’, disse o cardeal-patriarca, ‘é altura de levar todos os cristãos a uma maior consciência da pertença à Igreja e do seu papel na evangelização.’ Já na homilia da noite anterior, o cardeal pediu aos católicos ‘a grandeza de alma de pôr a Igreja Católica acima de tudo.’” (in DN, 14/10/2012, p. 16)

Meu Deus! “Acima de tudo”?! Mesmo acima da genuína Fé no próprio Deus?! Mesmo acima da honra da própria Igreja?! Mesmo acima do direito/dever dos católicos em participarem, democraticamente, nas instituições cívicas e políticas ou em manifestações de indignação na rua?!

Acima de tudo, segundo o Vaticano II?

“Há uma política alternativa”

Com a devida vénia, transcreve-se aqui, do Avante! de 11-10-2012:

“[…] Sobre a política alternativa preconizada pelo PCP foi demonstrado nomeadamente que esse corpo coerente de orientações e medidas por si gizado permite responder a três questões que considera fundamentais. Desde logo à pergunta se é possível desenvolver o País criando mais emprego e mais riqueza, os deputados comunistas dizem que sim, através do aumento da produção nacional. Quanto à forma de assegurar uma mais justa distribuição dessa riqueza – esta é a segunda questão – a via é o aumento dos salários, das pensões e reformas, uma política fiscal mais justa.

A chave para a terceira questão – como resolver o problema do financiamento do Estado, da dívida e do défice público? – , segundo Bernardino Soares, que apresentou em conferência de imprensa as conclusões das Jornadas [Parlamentares], está no crescimento económico, na renegociação da dívida e na diversificação das fontes de financiamento.

[…]

“Valorização dos salários — O aumento imediato do salário mínimo nacional dos actuais 485 para 515 euros constitui outra proposta saída das Jornadas. Trata-se de uma medida que não só corresponde a um compromisso que governos já assumiram (o aumento para 500 euros chegou a ser definido para Janeiro de 2011), como representa para o PCP – este aumento do salário mínimo como dos restantes salários e pensões – um aspecto nodal da política alternativa que propõe. Como é salientado nas conclusões, tais aumentos são justificados desde logo por razões de justiça social e de melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e dos reformados, mas também por razões de política económica, já que a política de “combate às desigualdades sociais e de melhoria do poder de compra das populações” é ela própria uma política de crescimento e desenvolvimento, devidamente acompanhada pelo aumento da produção nacional.” (in Avante!, 11/10/2012, última página; ver toda a peça no jonal impresso ou no jornal online)

Mas não fechemos sem voltar à política alternativa.

Então, há ou não há uma política alternativa?

Se há partidos que o afirmam e demonstram, vamos então votar nesses partidos. Sim, pois este governo já não está lá com o assentimento do povo, muito pelo contrário, como a rua o demonstra de forma tão evidente. Vamos então a votos, Senhor Presidente. Agora, só depende de V. Excelência! Mande embora o Passos! Por menos, o Sampaio mandou embora o Santana!

Quem não manda embora o Passos é solidário com o Passos!

Vejam vocês bem como está à vista a falácia da célebre teoria de Sá Carneiro (“Uma maioria, um governo, um presidente”):  é falsa! Olhem a desgraça em que ela nos meteu!

Porque não vamos a votos, já, Senhor Presidente? Agora, só depende de V. Excelência! Mande embora o Passos, Senhor Presidente!

O troikondor e a presa

(TROIKA: s.f. – Do russo troika, trenó puxado por três renas; corresponde ao latino triga, carro puxado por três cavalos)

(CONDOR: s. m. ORNITOLOGIA. Ave de rapina, diurna, da família dos Cartatídeos [abutre de grande porte], da América do Sul [do quíchua, kuntur, “id.”, pelo castelhano “cóndor”, “id.”]) ( Dos dicionários )

I – OS  BONIFRATES

1. O IDIOTA (PÉSSIMO)
. . . . . . . .

2. O ESTRATEGO DEMAGÓGICO (BOM)

“– Se me perguntarem se eu sabia, sabia!
– Se me perguntarem se eu avisei, avisei!
– Se me perguntarem se eu pressionei, pressionei!”

É mesmo bom o grande estratego! Dá a “paulada”, põe-se de fora (ou então imerge…) e quer ficar dentro (de bem com a sua ‘conciência’, claro!) e com o parvo do povo que há-de voltar a votar nele! Hão-de ver!

3. O ANJINHO DE ASAS IMACULADAS (MUITO MAU)

Se ele soubesse, ao menos, economia à séria (daquela que diagnostica, prognostica e promove a produção), bem como os outros sábios economistas, governantes ou assessores, quando o poder lhes foi parar às mãos. Essa economia que, desde o 25 de Novembro, destruiu a agricultura; as pescas; a rede ferroviária (em prol das auto-estradas, agora despovoadas); e, com outros, pelos vistos, sabichões da política, que nos têm desgovernado, em alternância rotativa ou rotineira (ou ratoneira?…), a única coisa que fizeram foi deixar seguir (e empurrar mesmo!) o comboio para este precipício em que nos encontramos, estando, todos e mais alguns, gozando as ‘suas pluripensões’… (que não lhes chegam para a cova de um dente, coitados!)

II – A PRESA

1. O ZÉ… NÓS…

– O ZÉ ?!
Queremos lá saber do ZÉ!
O ZÉ que se lixe !!!